terça-feira, 23 de setembro de 2014

Algumas dicas de ortografia

Dicas de Ortografia – Professor Júnior - CSR


                A palavra Ortografia é formada por "orto", elemento de origem grega, usado como prefixo, com o significado de direito, reto, exato e "grafia", elemento de composição de origem grega com o significado de ação de escrever; ortografia, então, significa ação de escrever direito. É fácil escrever direito? Não!! É, de fato, muito difícil conhecer todas as regras de ortografia a fim de escrever com o mínimo de erros ortográficos. Hoje tentaremos facilitar um pouco mais essa matéria. Abaixo seguem algumas frases com as respectivas regras sobre o uso de ç, s, ss, z, x... Vamos a elas:
01) Uma das intenções da casa de detenção é levar o que cometeu graves infrações a alcançar a introspecção, por intermédio da reeducação.

a) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TO:
intento = intenção
canto = canção
exceto = exceção
junto = junção

b) Usa-se ç em palavras terminadas em TENÇÃO referentes a verbos derivados de TER:
deter = detenção
reter = retenção
conter = contenção
manter = manutenção

c) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TOR:
infrator = infração
trator = tração
redator = redação
setor = seção

d) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TIVO:
introspectivo = introspecção
relativo = relação
ativo = ação
intuitivo – intuição

e) Usa-se ç em palavras derivadas de verbos dos quais se retira a desinência R:
reeducar = reeducação
importar = importação
repartir = repartição
fundir = fundição

f) Usa-se ç após ditongo quando houver som de s:
eleição
traição


02) A pretensa diversão de Creusa, a poetisa vencedora do concurso, implicou a sua expulsão, porque pôs uma frase horrorosa sobre a diretora Luísa.

a) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em NDER ou NDIR:
pretender = pretensão, pretensa, pretensioso
defender = defesa, defensivo
compreender = compreensão, compreensivo
repreender = repreensão
expandir = expansão
fundir = fusão
confundir = confusão

b) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em ERTER ou ERTIR:
inverter = inversão
converter = conversão
perverter = perversão
divertir = diversão

c) Usa-se s após ditongo quando houver som de z:
Creusa
coisa
maisena

d) Usa-se s em palavras terminadas em ISA, substantivos femininos:
Luísa
Heloísa
Poetisa
Profetisa

Obs: Juíza escreve-se com z, por ser o feminino de juiz, que também se escreve com z.

e) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em CORRER ou PELIR:
concorrer = concurso
discorrer = discurso
expelir = expulso, expulsão
compelir = compulsório

f) Usa-se s na conjugação dos verbos PÔR, QUERER, USAR:
ele pôs
ele quis
ele usou

g) Usa-se s em palavras terminadas em ASE, ESE, ISE, OSE:
frase
tese
crise
osmose
  Exceções: deslize e gaze.

h) Usa-se s em palavras terminadas em OSO, OSA:
horrorosa
gostoso
  Exceção: gozo
03) I -Teresinha, a esposa do camponês inglês, avisou que cantaria de improviso.

     II -Aterrorizada pela embriaguez do marido, a mulherzinha não fez a limpeza.

a) Usa-se o sufixo indicador de diminutivo INHO com s quando esta letra fizer parte do radical da palavra de origem; com z quando a palavra de origem não tiver o radical terminado em s:
Teresa = Teresinha
Casa = casinha
Mulher = mulherzinha
Pão = pãozinho

b) Os verbos terminados em ISAR serão escritos com s quando esta letra fizer parte do radical da palavra de origem; os terminados em IZAR serão escritos com z quando a palavra de origem não tiver o radical terminado em s:
improviso = improvisar
análise = analisar
pesquisa = pesquisar
terror = aterrorizar
útil = utilizar
economia = economizar

c) As palavras terminadas em ÊS e ESA serão escritas com s quando indicarem nacionalidade, títulos ou nomes próprios; as terminadas em EZ e EZA serão escritas com z quando forem substantivos abstratos provindos de adjetivos, ou seja, quando indicarem qualidade:
Teresa
Camponês
Inglês
Embriaguez
Limpeza

04) O excesso de concessões dava a impressão de compromisso com o progresso.

a) Os verbos terminados em CEDER terão palavras derivadas escritas com CESS:
exceder = excesso, excessivo
conceder = concessão
proceder = processo

b) Os verbos terminados em PRIMIR terão palavras derivadas escritas com PRESS:
imprimir = impressão
deprimir = depressão
comprimir = compressa

c) Os verbos terminados em GREDIR terão palavras derivadas escritas com GRESS:
progredir = progresso
agredir = agressor, agressão, agressivo
transgredir = transgressão, transgressor

d) Os verbos terminados em METER terão palavras derivadas escritas com MISS ou MESS:
comprometer = compromisso
prometer = promessa
intrometer = intromissão
remeter = remessa
05) Para que os filhos se encorajem, o lojista come jiló com canjica.

a) Escreve-se com j a conjugação dos verbos terminados em JAR:
Viajar = espero que eles viajem
Encorajar = para que eles se encorajem
Enferrujar = que não se enferrujem as portas

b) Escrevem-se com j as palavras derivadas de vocábulos terminados em JA:
loja = lojista
canja = canjica
sarja = sarjeta
gorja = gorjeta

c) Escrevem com j as palavras de origem tupi-guarani.
Jiló
Jiboia
Jirau
06) O relógio que ele trouxe da viagem ao México em uma caixa de madeira caiu na enxurrada.

a) Escrevem-se com g as palavras terminadas em ÁGIO, ÉGIO, ÍGIO, ÓGIO, ÚGIO:
pedágio
sacrilégio
prestígio
relógio
refúgio

b) Escrevem-se com g os substantivos terminados em GEM:
a viagem
a coragem
a ferrugem
  Exceções: pajem, lambujem

c) Palavras iniciadas por ME serão escritas com x:
Mexerica
México
Mexilhão
Mexer
  Exceção: mecha de cabelos

d) As palavras iniciadas por EN serão escritas com x, a não ser que provenham de vocábulos iniciados por ch:
Enxada
Enxerto
Enxurrada
Encher – provém de cheio
Enchumaçar – provém de chumaço

e) Usa-se  x após ditongo:
ameixa
caixa
peixe


  Exceções: recauchutar, guache

domingo, 14 de setembro de 2014

TRADUZIR-SE



Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

ATIVIIDADE COMPLEMENTAR - 9º ANO

COLÉGIO SANTA ROSA
Língua Portuguesa – professor Júnior
Atividade complementar:  Interpretação do Conto: A Cartomante de Machado de Assis
Alunos:__________________________________________série:_____ data:__________

01) Qual o foco narrativo utilizado em “A Cartomante”?
a) narrador de primeira pessoa, personagem: conta fatos vividos há muito tempo;
b) narrador de primeira pessoa: conta fatos atuais;
c) narrador observador: onisciente;
d) narrador observador: onipresente.

02) Com relação ao tempo da narrativa, podemos dizer que :
a) Apenas tempo cronológico;
b) Apenas tempo psicológico, sem registro de datas;
c) As cenas narradas duram aproximadamente dois dias;
d) Não se tem registro exato da data em que a narrativa começa;
e) Podemos perceber o registro do tempo cronológico, sem deixar de contemplar a narrativa introspectiva, psicológica.

03) Com relação aos personagens de “A Cartomante” não podemos dizer que:
a) Rita é moça um pouco simplória e romântica;
b) Rita, Camilo e Vilela formam o triângulo amoroso cuja história está no centro;
c) Camilo demonstra grandes problemas de consciência por trair o amigo Vilela;
d) Camilo era jovem bastante autoconfiante, aparentemente autossuficiente;
e) Vilela era advogado, sério, experiente.

04) Em “A Cartomante”, temos um dos temas comuns a todos os autores do Realismo/Naturalismo: o adultério. Quais as principais características dessa relação adúltera apresentada por Machado de Assis ?
a) as pessoas envolvidas no triângulo amoroso fazem parte de uma classe social baixa;
b) a mulher aparece de maneira idealizada, por isso desperta o interesse de outro homem;
c) a idealização feminina faz com que o conto seja romântico;
d) o adultério ocorre de forma dupla; pela mulher e pelo amigo;
e) a relação adúltera não ocorre, sendo apenas imaginação do narrador.

05) Quais as mudanças percebidas em Camilo no que diz respeito a acreditar ou não em cartomantes? Como ocorreram essas mudanças?
a) a mãe de Camilo, antes de morrer, o convenceu de que havia muitas coisas misteriosas no mundo;
b) Camilo era totalmente incrédulo, quando estava seguro de si, bastou uma dúvida para que ele mudasse de opinião;
c) Camilo passou a frequentar constantemente a casa da Cartomante;   
d) As mudanças ocorreram a partir do momento em que ele teve a convicção que amava Rita;
e) Não ocorreu mudança alguma no personagem Camilo.

06) Há, na fala inicial de Rita, indícios de que ela seja uma moça simplória, pelo menos em sua relação com a cartomante. Qual passagem abaixo não representa tal característica da personagem:
a) “Os homens são assim; não acreditam em nada.”
b)”...ela adivinhou o motivo da consulta...”
c)”A senhora gosta de uma pessoa” - confessei que sim”
d)”-Não diga isso Camilo. Se você soubesse como eu tenho andado por sua causa...”
e)”É o Senhor...Não imagina como o meu marido é seu amigo”

07) Quando se relata o que alguém disse, pode-se usar o estilo direto e reproduzir exatamente as palavras faladas (Ele disse: -Ontem fez muito calor!),ou então usar o estilo indireto, incorporando-se as palavras da personagem ao discurso do narrador (Ele disse que no dia anterior tinha feito muito calor..) Com base nestas informações, podemos dizer que no conto A Cartomante, Rita :
a) faz uso somente do discurso direto;
b) utiliza apenas o discurso indireto;
c) não utiliza nenhuma fala durante a narração;
d) alterna o discurso direto com o discurso indireto;
e) utiliza o monólogo interior.

08) Por que Camilo acabou por não acreditar nem nas superstições nem na religião, segundo ficamos sabendo na cena inicial?
a) não fazia parte da sua educação infantil, por isso duvidava sempre;
b) as superstições e a religião tinha sido incutidas nele quando menino, por sua mãe, quando adulto, abandonou as superstições e duvidava da religião;
c) ao se tornar adulto não abandonou as superstições, acreditando em cartomantes;
d) ele aprovou a atitude de Rita - procurar uma cartomante, - pois a sua mãe fê-lo acreditar desde menino;
e) quando adulto,Camilo tornou-se religioso, passando a acreditar nas coisas misteriosas.

09) O narrador se refere ao funcionalismo público de forma “pejorativa” Camilo entrou no funcionalismo contra a vontade do pai, que queria velo médico; mas o pai morreu, e Camilo preferiu não ser nada, até que a mãe arranjou-lhe um emprego público”, isso demonstra que ;
a) o emprego público é ocupado por pessoa extremamente competentes como Camilo;
b) Camilo preferiu o emprego público a médico;
c) Camilo era de classe social baixa e conseguiu com muito esforço um emprego público;
d) O emprego público acaba sendo o destino de alguém que, como Camilo, tinha preferido “não ser nada”
e) Camilo era um rapaz capacitado para desenvolver qualquer atividade pública.

10) O narrador diz que Camilo não tinha experiência da vida. No mesmo trecho, diz que lhe falavam “os óculos de cristal, que a natureza põe no berço de alguns para adiantar os anos”. A que se refere essa imagem dos “óculos de cristal”
a) refere-se à intuição, que poderia suprir a experiência “adiantar os anos”
b) Camilo usa óculos de cristal, demonstrando segurança;
c) Óculos de cristal eram muito usados na época por todos;
d) Camilo não utiliza óculos de cristal, por isso era intuitivo e experiente;

e) Os óculos dão a aparência de mocidade as pessoas.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Exercícios complementares


Exercícios - orações adverbiais

1. O amor não só traz alegria como também alimenta. Neste período, a conjunção é:
a) subordinativa causal;
b) coordenativa aditiva;
c) coordenativa conclusiva;
d) subordinativa comparativa;
e) conformativa.


2. Numa das frases abaixo, não se encontra exemplo da conjunção anunciada. Assinale-a:


a) subordinativa concessiva -” Conquanto estivesse cansado, concordou em prosseguir”;
b) subordinativa condicional - “Digam o que quiserem contanto que não me ofendam”;
c) subordinativa temporal - “Mal anoiteceu, iniciou-se a festa com grande entusiasmo” ;
d) subordinativa final - “Saiu sem que ninguém percebesse”;
e) subordinativa causal - “Como estou doente, não comparecerei”.


3. Assinale o período em que ocorre a mesma relação significativa existente entre os termos grifados em: “a atividade científica é tão importante quanto qualquer outra atividade econômica”:
a) o rapaz era tão aplicado, que em pouco tempo foi promovido;
b) quanto mais estuda, menos aprende;
c) tenho tudo quanto quero;
d) sabia a lição tão bem como eu;
e) todos estavam exaustos, tanto que se recolheram logo.

4..No período - “Torna-se, portanto, imperativa uma revisão conceitual do modelo presente do processo de desenvolvimento tecnológico de modo a levar em conta o fator cultural como dominante” - a oração grifada traduz:

a) concessão;
b) consequência;
c) comparação;
d) condição;
e) proporção.


5.No período - “E quanto mais andava mais tinha vontade”, ocorre ideia de proporção.
Assinale a opção em que tal ideia NÃO ocorre:


a) quanto mais leio este autor menos o entendo;
b) choveu tanto, que não pudemos sair;
c) à medida que corria o ano, o nosso trabalho era maior;
d) quanto menos vontade, mais negligência;
e) quanto mais se lê, mais se aprende.


6.Em “Embora ela tivesse sido alta e clara”, a oração exprime:
a) causa;
b) condição;
c) concessão;
d) finalidade;
e) consequência.


7.  “Hoje, a dependência operacional está reduzida, uma vez que o Brasil adquiriu auto-suficiência na produção de bens como papel-imprensa (...)” A oração grifada no período acima tem valor:

a) condicional;
b) conclusivo;
c) concessivo;
d) conformativo;
e) causal.



8. “Tal era a fúria dos ventos, que as copas das árvores beijavam o chão.” Neste período, a oração subordinada é adverbial:

a) concessiva;
b) condicional;
c) consecutiva;
d) proporcional;
e) final.

   

 9.  “De defunto não tinha medo, só de gente viva, conforme dizia.” (Adélia Prado)

 (A) Condicional
(B) Conformativa
(C) Consecutiva

10.    “Tamanho foi o seu enlevo, que não viu chegar a patroa.” (Monteiro Lobato)

 (A) Comparativa
(B) Causal
(C) Consecutiva  

11. Classifique as orações subordinadas adverbiais reduzidas destacadas:

a.       Ao viajar, não tome bebidas alcoólicas.
___________________________________________________________________
b.      Não pude participar do campeonato por estar muito gripado.
___________________________________________________________________
c.       Ofendi meu amigo sem querer.
____________________________________________________________________
d.      “Você, varrendo o quarto, não terá encontrado algumas?” (Graciliano Ramos)
__________________________________________________________________
e.       Surpreendido em falta grave, o menino chorava copiosamente.
__________________________________________________________________
f.       Mesmo relido o texto, André não entendeu metade.
___________________________________________________________________
g.       Prevendo uma atitude agressiva, não disse absolutamente nada.

__________________________________________________________

Bom estudo!!!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Mais uma leitura...




Janelas
[...]
há um homem fugindo
de uma árvore; outro que perdeu
seu barco ou seu chapéu;
há um homem que é soldado;
outro que faz de avião;
outro que vai esquecendo
sua hora seu mistério
seu medo da palavra véu:
e em forma de navio
há ainda um que adormeceu.

(João Cabral de Melo Neto. In O melhor da poesia brasileira.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1979)

Ainda que Mal

     

 Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio,
me salvo e me dano: amor.

Carlos Drummond de Andrade, in 'As Impurezas do Branco'

Quero



Ø  Os poemas são uma forma de nomear ou de guardar o que existe em nós ou a nossa volta,
um modo de ler o mundo e de dar expressão aos seres humanos.
É nos textos poéticos que as diversas formas de sentimento são exploradas e discutidas.
Que tal refletir um pouco, lendo alguns dos mais belos versos já escritos?!

    Quero
(Carlos Drummond de Andrade)

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.


Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de
desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não amor.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. In: As

impurezas do branco. Rio de Janeiro: Record.)