quarta-feira, 6 de agosto de 2014

ATIVIIDADE COMPLEMENTAR - 9º ANO

COLÉGIO SANTA ROSA
Língua Portuguesa – professor Júnior
Atividade complementar:  Interpretação do Conto: A Cartomante de Machado de Assis
Alunos:__________________________________________série:_____ data:__________

01) Qual o foco narrativo utilizado em “A Cartomante”?
a) narrador de primeira pessoa, personagem: conta fatos vividos há muito tempo;
b) narrador de primeira pessoa: conta fatos atuais;
c) narrador observador: onisciente;
d) narrador observador: onipresente.

02) Com relação ao tempo da narrativa, podemos dizer que :
a) Apenas tempo cronológico;
b) Apenas tempo psicológico, sem registro de datas;
c) As cenas narradas duram aproximadamente dois dias;
d) Não se tem registro exato da data em que a narrativa começa;
e) Podemos perceber o registro do tempo cronológico, sem deixar de contemplar a narrativa introspectiva, psicológica.

03) Com relação aos personagens de “A Cartomante” não podemos dizer que:
a) Rita é moça um pouco simplória e romântica;
b) Rita, Camilo e Vilela formam o triângulo amoroso cuja história está no centro;
c) Camilo demonstra grandes problemas de consciência por trair o amigo Vilela;
d) Camilo era jovem bastante autoconfiante, aparentemente autossuficiente;
e) Vilela era advogado, sério, experiente.

04) Em “A Cartomante”, temos um dos temas comuns a todos os autores do Realismo/Naturalismo: o adultério. Quais as principais características dessa relação adúltera apresentada por Machado de Assis ?
a) as pessoas envolvidas no triângulo amoroso fazem parte de uma classe social baixa;
b) a mulher aparece de maneira idealizada, por isso desperta o interesse de outro homem;
c) a idealização feminina faz com que o conto seja romântico;
d) o adultério ocorre de forma dupla; pela mulher e pelo amigo;
e) a relação adúltera não ocorre, sendo apenas imaginação do narrador.

05) Quais as mudanças percebidas em Camilo no que diz respeito a acreditar ou não em cartomantes? Como ocorreram essas mudanças?
a) a mãe de Camilo, antes de morrer, o convenceu de que havia muitas coisas misteriosas no mundo;
b) Camilo era totalmente incrédulo, quando estava seguro de si, bastou uma dúvida para que ele mudasse de opinião;
c) Camilo passou a frequentar constantemente a casa da Cartomante;   
d) As mudanças ocorreram a partir do momento em que ele teve a convicção que amava Rita;
e) Não ocorreu mudança alguma no personagem Camilo.

06) Há, na fala inicial de Rita, indícios de que ela seja uma moça simplória, pelo menos em sua relação com a cartomante. Qual passagem abaixo não representa tal característica da personagem:
a) “Os homens são assim; não acreditam em nada.”
b)”...ela adivinhou o motivo da consulta...”
c)”A senhora gosta de uma pessoa” - confessei que sim”
d)”-Não diga isso Camilo. Se você soubesse como eu tenho andado por sua causa...”
e)”É o Senhor...Não imagina como o meu marido é seu amigo”

07) Quando se relata o que alguém disse, pode-se usar o estilo direto e reproduzir exatamente as palavras faladas (Ele disse: -Ontem fez muito calor!),ou então usar o estilo indireto, incorporando-se as palavras da personagem ao discurso do narrador (Ele disse que no dia anterior tinha feito muito calor..) Com base nestas informações, podemos dizer que no conto A Cartomante, Rita :
a) faz uso somente do discurso direto;
b) utiliza apenas o discurso indireto;
c) não utiliza nenhuma fala durante a narração;
d) alterna o discurso direto com o discurso indireto;
e) utiliza o monólogo interior.

08) Por que Camilo acabou por não acreditar nem nas superstições nem na religião, segundo ficamos sabendo na cena inicial?
a) não fazia parte da sua educação infantil, por isso duvidava sempre;
b) as superstições e a religião tinha sido incutidas nele quando menino, por sua mãe, quando adulto, abandonou as superstições e duvidava da religião;
c) ao se tornar adulto não abandonou as superstições, acreditando em cartomantes;
d) ele aprovou a atitude de Rita - procurar uma cartomante, - pois a sua mãe fê-lo acreditar desde menino;
e) quando adulto,Camilo tornou-se religioso, passando a acreditar nas coisas misteriosas.

09) O narrador se refere ao funcionalismo público de forma “pejorativa” Camilo entrou no funcionalismo contra a vontade do pai, que queria velo médico; mas o pai morreu, e Camilo preferiu não ser nada, até que a mãe arranjou-lhe um emprego público”, isso demonstra que ;
a) o emprego público é ocupado por pessoa extremamente competentes como Camilo;
b) Camilo preferiu o emprego público a médico;
c) Camilo era de classe social baixa e conseguiu com muito esforço um emprego público;
d) O emprego público acaba sendo o destino de alguém que, como Camilo, tinha preferido “não ser nada”
e) Camilo era um rapaz capacitado para desenvolver qualquer atividade pública.

10) O narrador diz que Camilo não tinha experiência da vida. No mesmo trecho, diz que lhe falavam “os óculos de cristal, que a natureza põe no berço de alguns para adiantar os anos”. A que se refere essa imagem dos “óculos de cristal”
a) refere-se à intuição, que poderia suprir a experiência “adiantar os anos”
b) Camilo usa óculos de cristal, demonstrando segurança;
c) Óculos de cristal eram muito usados na época por todos;
d) Camilo não utiliza óculos de cristal, por isso era intuitivo e experiente;

e) Os óculos dão a aparência de mocidade as pessoas.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Exercícios complementares


Exercícios - orações adverbiais

1. O amor não só traz alegria como também alimenta. Neste período, a conjunção é:
a) subordinativa causal;
b) coordenativa aditiva;
c) coordenativa conclusiva;
d) subordinativa comparativa;
e) conformativa.


2. Numa das frases abaixo, não se encontra exemplo da conjunção anunciada. Assinale-a:


a) subordinativa concessiva -” Conquanto estivesse cansado, concordou em prosseguir”;
b) subordinativa condicional - “Digam o que quiserem contanto que não me ofendam”;
c) subordinativa temporal - “Mal anoiteceu, iniciou-se a festa com grande entusiasmo” ;
d) subordinativa final - “Saiu sem que ninguém percebesse”;
e) subordinativa causal - “Como estou doente, não comparecerei”.


3. Assinale o período em que ocorre a mesma relação significativa existente entre os termos grifados em: “a atividade científica é tão importante quanto qualquer outra atividade econômica”:
a) o rapaz era tão aplicado, que em pouco tempo foi promovido;
b) quanto mais estuda, menos aprende;
c) tenho tudo quanto quero;
d) sabia a lição tão bem como eu;
e) todos estavam exaustos, tanto que se recolheram logo.

4..No período - “Torna-se, portanto, imperativa uma revisão conceitual do modelo presente do processo de desenvolvimento tecnológico de modo a levar em conta o fator cultural como dominante” - a oração grifada traduz:

a) concessão;
b) consequência;
c) comparação;
d) condição;
e) proporção.


5.No período - “E quanto mais andava mais tinha vontade”, ocorre ideia de proporção.
Assinale a opção em que tal ideia NÃO ocorre:


a) quanto mais leio este autor menos o entendo;
b) choveu tanto, que não pudemos sair;
c) à medida que corria o ano, o nosso trabalho era maior;
d) quanto menos vontade, mais negligência;
e) quanto mais se lê, mais se aprende.


6.Em “Embora ela tivesse sido alta e clara”, a oração exprime:
a) causa;
b) condição;
c) concessão;
d) finalidade;
e) consequência.


7.  “Hoje, a dependência operacional está reduzida, uma vez que o Brasil adquiriu auto-suficiência na produção de bens como papel-imprensa (...)” A oração grifada no período acima tem valor:

a) condicional;
b) conclusivo;
c) concessivo;
d) conformativo;
e) causal.



8. “Tal era a fúria dos ventos, que as copas das árvores beijavam o chão.” Neste período, a oração subordinada é adverbial:

a) concessiva;
b) condicional;
c) consecutiva;
d) proporcional;
e) final.

   

 9.  “De defunto não tinha medo, só de gente viva, conforme dizia.” (Adélia Prado)

 (A) Condicional
(B) Conformativa
(C) Consecutiva

10.    “Tamanho foi o seu enlevo, que não viu chegar a patroa.” (Monteiro Lobato)

 (A) Comparativa
(B) Causal
(C) Consecutiva  

11. Classifique as orações subordinadas adverbiais reduzidas destacadas:

a.       Ao viajar, não tome bebidas alcoólicas.
___________________________________________________________________
b.      Não pude participar do campeonato por estar muito gripado.
___________________________________________________________________
c.       Ofendi meu amigo sem querer.
____________________________________________________________________
d.      “Você, varrendo o quarto, não terá encontrado algumas?” (Graciliano Ramos)
__________________________________________________________________
e.       Surpreendido em falta grave, o menino chorava copiosamente.
__________________________________________________________________
f.       Mesmo relido o texto, André não entendeu metade.
___________________________________________________________________
g.       Prevendo uma atitude agressiva, não disse absolutamente nada.

__________________________________________________________

Bom estudo!!!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Mais uma leitura...




Janelas
[...]
há um homem fugindo
de uma árvore; outro que perdeu
seu barco ou seu chapéu;
há um homem que é soldado;
outro que faz de avião;
outro que vai esquecendo
sua hora seu mistério
seu medo da palavra véu:
e em forma de navio
há ainda um que adormeceu.

(João Cabral de Melo Neto. In O melhor da poesia brasileira.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1979)

Ainda que Mal

     

 Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio,
me salvo e me dano: amor.

Carlos Drummond de Andrade, in 'As Impurezas do Branco'

Quero



Ø  Os poemas são uma forma de nomear ou de guardar o que existe em nós ou a nossa volta,
um modo de ler o mundo e de dar expressão aos seres humanos.
É nos textos poéticos que as diversas formas de sentimento são exploradas e discutidas.
Que tal refletir um pouco, lendo alguns dos mais belos versos já escritos?!

    Quero
(Carlos Drummond de Andrade)

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.


Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de
desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não amor.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. In: As

impurezas do branco. Rio de Janeiro: Record.) 

domingo, 30 de março de 2014

ORAÇÕES ADVERBIAIS (Para a galerinha do 9º ano)

Orações Subordinadas Adverbiais (Conteúdo )

Período composto por subordinação
No período composto por subordinação sempre aparecem dois tipos de oração: oração principal e oração subordinada.
O período:
Todos esperam sua volta

É um período simples, pois apresenta uma única oração. Nele podemos identificar:
Todos (suj.) esperam (v.t.dir.) sua volta.(obj. direto)
Se transformarmos o período simples acima em um período composto, teremos:
Todos esperam que você volte.

1ª oração: Todos esperam
2ª oração: que você volte

Nesse período, a 1ª oração apresenta o sujeito todos e o verbo transitivo direto esperam, mas não apresenta o objeto direto de esperam. Por isso, a 2ª oração é que tem de funcionar como objeto direto do verbo da 1ª oração.
Verificamos, então, que:

I. a 1ª oração não exerce, no período acima, nenhuma função sintática. Por esse motivo ela é chamada de oração principal.
II. a 2ª oração depende da 1ª, serve de termo (objeto direto) da 1ª e completa-lhe o sentido. Por esse motivo, a 2ª oração é chamada de oração subordinada.

Resumindo:
Oração principal: é um tipo de oração que no período não exerce nenhuma função sintática e tem associada a si uma oração subordinada.

Oração subordinada: é toda oração que se associa a uma oração principal e exerce uma função sintática (sujeito, objeto, adjunto adverbial etc.) em relação à oração principal.
As orações subordinadas adverbiais são dos seguintes tipos: causais, comparativas, consecutivas, concessivas, condicionais, conformativas, finais, proporcionais e temporais.

1ª. Causais: são aquelas que modificam a oração principal apresentando uma circunstância de causa, isto é, respondem à pergunta "por quê?" feita à oração principal. Exemplos:
Carlos saiu porque precisava.
Amadeu não saiu porque estava frio.
Nilo Lusa deixou o magistério porquanto sua saúde era precária.
São conjunções causais: porque, que, porquanto, visto que, por isso que, como, visto como, uma vez que, já que, pois que.

2ª. Comparativas: são aquelas que correspondem ao segundo termo de uma comparação. Exemplos:
Marisa é tão boa digitadora quanto Teresa
"A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro"
São conjunções comparativas: como, mais do que, assim como, bem como, que nem (como), tanto quanto.

 3ª. Consecutivas: são aquelas que são introduzidas por um termo intensivo que vem em seguida à oração principal, acrescentando-lhe idéias e explicações, ou completando-a, ou tirando uma conclusão. Exemplos:
Otávio bebia tanto que morreu afogado no seu próprio vômito.
Faça seu trabalho de tal modo que não venha a lastimar-se do resultado que dele possa advir.
São conjunções consecutivas: (tanto) que, (tão) que, (de tal forma) que.

4ª. Concessivas: são aquelas que se caracterizam pela idéia de concessão que transmitem à oração principal. Exemplos:
Ainda que faça frio, o jogo realizará.
Cristiano foi ao parque, embora estivesse chovendo.
Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
São conjunções concessivas: embora, posto que, se bem que, ainda que, sempre que, desde que, conquanto, mesmo que, por pouco que, por muito que.

5ª. Condicionais: são aquelas que se caracterizam por transmitir idéias de condição à oração principal. Exemplos:
Se o filme for ruim, sairei do cinema.
Caso tivesse realizado as obras necessárias, não teria perdido a eleição.
São conjunções condicionais: se, salvo se, senão, caso, desde que, exceto se, contanto que, a menos que, sem que, uma vez que, sempre que.

6ª. Conformativas: são aquelas que indicam o modo como ocorreu a ação expressa na oração principal. Exemplos:
Conforme as últimas notícias, o mundo corre risco de uma guerra generalizada.
Realizei seus desejos como você me havia sugerido.
Escrevi carta burocrática, segundo o estilo oficial estabelece.


7ª. Finais: são aquelas que indicam o fim ou finalidade à oração principal. Exemplos:
É preciso que haja políticos de concepções liberais extremadas para que os conservadores não reduzam os homens a títeres.
Antônio Carlos falou baixinho a fim de que não fosse percebida sua revolta.


8ª. Proporcionais: são aquelas que transmitem idéia de proporcionalidade à idéia principal. Exemplos:
À proporção que o tempo passa, a agonia recrudesce.
O barulho de algazarra aumenta à medida que se aproxima das crianças.
São conjunções subordinativas proporcionais: à medida que, à proporção que, ao passo que.

9ª. Temporais: são aquelas que indicam relação de tempo naquilo que se refere à ação expressa pela oração principal. Exemplos:
Enquanto leio poesia, recupero o equilíbrio emocional.
Cada vez que eu penso, te sinto, te vejo...
São conjunções subordinadas temporais: quando, enquanto, agora que, logo que, desde que, assim que, tanto que, apenas, antes que, até que, sempre que, depois que, cada vez que

sábado, 29 de março de 2014

PACIÊNCIA

  Somente acontece o que é necessário para a evolução.
       O tempo regulariza todas as contas e demonstra os resultados de qualquer empreendimento.
       Não te permitas confundir, desistir ou agredir, pelas façanhas dos desequilibrados.
       Por um momento, fica incompreendido, derrotado, diante do riso ou da vitória aparente deles, os inimigos do Bem.
       Um dia, na Cruz, Jesus era o abandonado, o destruído... Passados alguns momentos, ei-Lo de retorno em perene triunfo. Confia n'Ele.